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Prometheus

Instituto Junguiano

Autor

raissairie

Simpósio 2019 | Divulgação

“O Homem nada sabe; mas é chamado a tudo conhecer, assim, quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, vêm os Lábios para enchê-los com Sabedoria.”

Hermes Trimegistus

Simpósio 2019 | Divulgação

Sou Filho da Grande Mãe Natura, assim como o Carvalho, o Lobo e a Rosa. Viventes neste Planeta Pai Mãe. A sinergia amorosa entre todos nós sustenta e alimenta a continuidade da grande Teia da Vida.

2019 – Simpósio Aprendemos Mais Sobre Nós Mesmos com as Coisas da Terra do que Com Todos os Livros

“(…) Ainda tenho diante dos olhos a imagem da minha primeira noite de voo na Argentina, certa noite escura em que cintilavam, como estrelas, as raras luzes dispersas na planície. Cada uma assinalava, no oceano de trevas, o milagre da consciência. Naquela casa, liam, pensavam, trocavam confidências. Em outra, talvez, sondavam o espaço, quebravam a cabeça em cálculos sobre a nebulosa de Andrômeda. Ali, amavam. De longe em longe, aquelas lareiras piscavam no campo, exigindo seu alimento. Até as mais discretas, como a do poeta, a do professor, a do carpinteiro. Mas entre aquelas estrelas vivas quantas janelas fechadas, quantas estrelas apagadas, quantos homens adormecidos…Precisamos ousar uma aproximação. Precisamos tentar comunicarmo-nos com algumas das luzes que ardem de longe em longe no campo.”
(Saint-Exupéry)

2019 – Workshop A Roda do Destino? O Movimento da Vida

O CÍRCULO DO DESTINO

O VOO PARA KAILASH

Garuda transporta o deus Vishnu sobrevoando os picos nevados do Himalaia, até o monte Kailash, morada do Deus Shiva.

COMOVENTE BELEZA

Enquanto espera seu senhor fazer a visita ao deus Shiva, Garuda avista um passarinho lindíssimo pousado num arbusto perto dali. Comovido diante de tanta beleza, mal consegue acreditar que possa existir uma criatura como aquela.

A VISÃO DA MORTE

Yama, deus da morte, chega montado em seu búfalo. Há algo errado em seu livro de registros e ele quer esclarecer o assunto com Shiva, deus da destruição. Vê o passarinho e o perscruta.

O DILEMA DE GARUDA

A expressão do deus Yama lança Garuda em desespero. Ele pensa: “Quando o deus da morte olha desse modo para uma criatura, só pode ser indício de que a hora dela chegou.” Garuda quer salvar o passarinho da morte. Uma parte dele diz que não é
prudente lutar contra a vontade dos deuses, a outra parte não admite que ele permaneça inerte, sem fazer alguma coisa. Garuda fica perturbado.

A COMPAIXÃO VENCE A SABEDORIA

Finalmente o sopro da compaixão triunfa sobre a certeza do saber. Garuda resolve salvar a vida do passarinho, ao mesmo tempo pedindo aos deuses que o perdoem. E ele leva o passarinho embora, para uma floresta distante.

O LUGAR ESCOLHIDO

Garuda deixa o passarinho num lugar seguro, pousado numa árvore diante de um eremitério. Satisfeito com a sua boa ação, volta voando para as montanhas.

GARUDA PRECISA SABER

Logo ao chegar, Garuda encontra Yama, deus da morte, que acaba de sair da morada do deus Shiva. Sem conter a curiosidade, o pássaro gigante pergunta a Yama porque tinha olhado para o passarinho de maneira tão estranha.

O DEUS DA MORTE RESPONDE

Yama responde que ficara surpreso por ver a pequena ave perto das montanhas. De acordo com seus registros, o passarinho deveria estar numa floresta, numa árvore perto de um eremitério. Um píton deveria devorá-lo, e ele renasceria no eremitério. Mas, como as manobras da sorte estão acima até do deus da morte,
resolvera deixar que o destino se ocupasse do assunto.

O CÍRCULO DO DESTINO

Yama se foi, e suas palavras ficaram pesando como pedras no estômago de Garuda. Então o pássaro gigante deu-se conta da verdade: O mundo é um círculo infinito, em que tudo tem um tempo e um lugar. Mesmo algo de extrema beleza chega necessariamente a um fim e renasce como algo diferente. Existe uma ordem. Se você quiser muda-la, será preciso agir de acordo com o que seu coração dita. Mas, no fim, é você que pertence a ordem. Ela não pertence a você.

2019 – Workshop O Domínio Sobre a Natureza das Coisas

Dormentes em Seu Ventre, infinitas possibilidades anseiam por se expressar. Tudo jaz numa quietude sem fim.   Um profundo Silêncio cobre o Infinito inteiro à semelhança de um fino véu.   Nada que se move parece existir. De tão magna latência poderia algo eclodir? Fiat Lux!   O Grande Ventre pariu. A latência gerou o movimento.   A quietude cantou Hinos de Louvor à Criação.
O Silêncio pronunciou os Iluminados Versos de Sabedoria. O que era estático fez a ação se expressar. O Ventre inteiro se ofereceu como Naturezas Realizadoras e Encontrou na própria Criação a continuidade de sua Eternidade.

2018 – Simpósio Prometheus

Desde tempos perdidos no Tempo as mais diferentes formas de Vida movem-se numa espiral ascendente. Ao se moverem, os Seres deixam atrás de si um caminho eterno de experiências e constróem à sua frente o Reino Materializado das Infinitas Possibilidades do Vir a Ser. As Memórias Vivas de todos os Seres que nos antecederam faz acontecer um terreno arqueológico que lastreia a sustentabilidade e a continuidade da vida. Criam as linhas de ação para a construção de um “tempo’’ que convencionamos chamar de futuro. No cerne desta Memória Viva pulsa intensamente o mais extraordinário de todos os impulsos: o ímpeto para migrar de um estado potencial para uma condição de existência realizadora, “materializada”.Em assim sendo, o movimento vivo da vida cumpre a grandiosa tarefa de arrancar da potencialidade a potência realizadora, materializante do Criador. Este processo foi intuido pelos Seres diferenciados de todas as épocas e, hoje, é entendido como a Grande Jornada da Alma ou a Jornada do Herói. A Jornada daquele que, consciente e bravamente, caminha, realiza, alquimiza as densas sombras, extraindo delas a radiante Luz do Espírito.

Estes Seres Diferenciados ou, também, conhecidos como os Grandes Sábios de todos os tempos (Os Amados Filhos de Sophia), conseguiram realizar uma síntese inquebrantável entre intuição e experiência direta. Desta Síntese nasceram as mais diferentes e extraordinárias narrativas acerca do Sagrado e de sua Manifestação no Mundo Sensível e, para que estas narrativas fossem compreensíveis ao entendimento, os Sábios de cada Era criaram metáforas, parábolas, alegorias, contos, mitos, fábulas, escrituras sagradas que pudessem conter preservado o Conhecimento Vivo que instrui o Aprendiz do Caminho.

Todo este extrordinário contexto criou o palco da vida, onde cada Ser encena a sua singular existência, gerando experiências ímpares que, gradualmente, vão tecendo as sublimes malhas da existência cósmica e terrestre. Todo este processo é, segundo as mais diferentes narrativas, orquestrado por Sophia.

Nas Escrituras Cristã, Sophia está presente desde os fundamentos da construção do Mundo e nos exorta a ouvi-la: “Convertei-vos com a minha correção; vou espalhar sobre vós o meu espírito, vou ensinar-vos a minha doutrina (Provérbios 1:23). Em continuidade, Provérbios 8:29-32, Sophia prossegue nos dizendo: “quando (Deus) assentava os fundamentos da Terra, eu estava com Ele, regulando todas as coisas; e cada dia me deliciava, brincando continuadamente diante Dele, brincando sobre o globo da Terra e achando as minhas delícias em estar com os filhos dos homens. Agora, pois, filhos, ouvi-me: Bem Aventurados os que guardam os meus Caminhos”.

Sophia materializa um sublime e, ao mesmo tempo, sombrio palco existencial onde o Homem, por ser portador da centelha do discernimento, ocupa um papel de relevância. O Homem é irremediavelmente Chamado a realizar a Magnífica Obra do Mistério da Conexão Consciente entre o Sagrado e o Mundo que dele emanou. O Homem é Convocado a Ser a Justa Medida entre o Céu e a Terra.

Você está convidado a percorrer este caminho de reflexões e aprofundamento dos desígnios da Jornada conosco.

Sejam todos bem-vindos!

Cris Albuquerque

2018 – Workshop ‘A Opus Alquímica’

2018 – Workshop Fontes do Saber

A Árvore, enquanto símbolo, está presente nas mais diferentes culturas e nos remete, invariavelmente, à Árvore da Vida cujo significado primordial é a perpétua evolução.

Representa, também, o caráter cíclico da evolução cósmica: vida, morte e regeneração. Cresce em posição vertical, subindo em direção ao céu, perde as suas folhas e se regenera por incontáveis vezes, morrendo e renascendo de modo cíclico sendo, por esta razão, entendida como símbolo de continuada fertilidade que garante a eternidade e a expressão da própria vida.

Em seu sentido dinâmico e realizador representa o Homem como Artífice do Cosmos, aquele que ao se mover conscientemente, materializa os desígnios do Criador no mundo manifestado.

Compreender a Árvore da Vida significa encontrar o próprio sentido existencial, significa experenciar a razão primeira e última pela qual somos designados a existir.

É sobre esta singular e tremenda experiência que estaremos trabalhando neste workshop.

Sejam todos bem-vindos!

Cris Albuquerque

2018 – Workshop Essencial

Como falar de Simplicidade sem incorrer no equívoco de: “abandona tudo e torne-se Zen”? Isto é uma árdua e complexa tarefa, pois, a Arte da Simplicidade não está lastreada em se ter ou não bens materiais, em se temos muito ou pouco dinheiro, em que ocupação profissional estamos, se somos casados ou solteiros, se estamos empregados ou desempregados e nem mesmo se meditamos ou não todos os dias. A Simplicidade é algo que vai emergindo gradualmente, naturalmente, como o fruto doce de um longo e continuado processo de vida vivida conscientemente. É sobre este grandioso processo de vida viva que estaremos trabalhando.

Pós Graduação Lato Sensu 2018

2017- Simpósio Homo Sapiens

Somos o desdobramento sem fim de um Ser Inefável que escolheu se expressar. Já fomos profunda potência imaterializada. Já fomos germe de consciência. Já fomos explosões cósmicas. Já fomos poeira estelar. Já fomos átomos vagando pelo espaço afora. Já fomos uma Terra convulsiva. Já fomos seres inanimados. Já fomos seres unicelulares. Já fomos vegetal. Já fomos animal. Já sentimos a experiência de se arrastar sobre o ventre. Já provamos o doce encanto da inércia. Já sentimos o doce sabor do sangue provocado por nossas presas. Já sentimos a suavidade do orvalho em noites de lua cheia. Já sentimos as alturas de vôos singulares. Já sentimos o ventre prenho de possibilidades. Já sentimos a experiência de se elevar como Homem. Já sentimos o afago de mãos que tocam a existência para sempre. Já sentimos e, ainda, sentimos as poderosas forças ancestrais se agitando dentro de nosso ser… O que ainda não sentimos, o que ainda não experenciamos, é “aquilo” que acontece quando se faz uma síntese, uma alquimia, de tudo isto dentro de nós.

Sejam todos bem-vindos!

Cris Albuquerque

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